Deambulações ( pós natal)

Dividido entre a leitura e a escrita, que contribuem para alimentar esse insaciável apetite por deambular, cedo mais uma vez à divagação de caçar umas quantas ideias que sobrevoam o pensamento. Avanço no sentido de formalizar o momento, socorrendo-me para tal da arte da escrita.
É uma daquelas tardes em que a necessária busca de tranquilidade apenas é superada pela vontade de abarcar tudo o que transparece ao olhar.
Vamos lá, mais uma vez. Nada de recomeços. Vamos prosseguir sem precisar de esperança ou sorte. O acto é consciente. É só levantar a cabeça e respirar bem fundo.
Quais os momentos efémeros que resistem na memória?
Muitos, por sinal. Uns quantos arquivados, outros transformados e aplicados no quotidiano, de forma consciente, ou aparentemente transcendente, e mais uns quantos, que inexplicávelmente inundam a mente, confundem a vontade e reduzem o descernimento.
E então, como mitigar o espirito?
Procurando estar consciente das nossas necessidades, das representações, das limitações da vontade, para que seja possível: criar, acreditar e presistir. Para que seja imanente o construir.

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